quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

RESUMO DO FILME COMO ESTRELAS NA TERRA



TRABALHO.

APÓS ASSISTIR O FILME COMO "ESTRELAS NA TERRA" ELABORE UM TEXTO DESTACANDO TEMAS LIGADOS A EDUCAÇÃO, ENSINO E APRENDIZAGEM.
ESSE TRABALHO VALE NOTA PARA FECHAMENTO 4º BIMESTRE DE 2012.

O filme nos mostra um encantamento em descobrir na diversidade e na estrutura social, uma pequena estrela representada na pessoa humana, que por mais que a vida lhe tenha privado o dom de saber ler e escrever desenvolveu dentro de si o que mais belo existe em um humano, o sentimento de ver beleza nas pequenas coisas e representá-las na arte.
As pessoas estão nesse encontro, encontro de si mesmo, da busca de seus valores e de uma afirmação para sua existência nesse mundo, distante muitas vezes daquilo que nos parece normal. Estamos cegos diante de uma luz que ofusca nossos olhos e nossos corações que é a sensibilidade de ver na pessoa humana mesmo sendo diferente de nós um de nós. abrir nossa mente, deixar nossa liberdade fluir diante das incertezas da vida, dar cor ao nossos sentimentos, impedir o autoritarismo e a arrogância. Excluir o abandono e nos aproximar do amor fraternal, o amor de pai, mãe e filhos.
Mãe tu sabes por que tenho medo do escuro, de ficar sozinho, não me deixe mãe. Esse talvez seja o clamor daqueles muitos órfãos da vida, abandonados a sorte, excluídos da sociedade, desamparados das políticas públicas, carente de fé. Trazer essa reflexão do filme é nos aproximar conosco mesmo, viajar para dentro dos cômodos de nossa casa e saber o que deve ser limpada e arrumado. Não importa  a quantidade de lixo que há dentro dessas casa o importante é saber que existe a possibilidade do desafio, da busca, da chegada, e de que aquilo que nos parecia impossível agora está tão próximo e só a nós cabe tomar a decisão de reconstruir aquilo que alguém nos fez desconstruir,

Citações? São Borboletas, pegamos umas e outras voam...

"Não há ordem opressora que suporte que um dia todos os homens acordem perguntando: por quê? Por isso é necessário proibir o porquê, é necessário proibir o pensar. Por isso, a escolarização é a proibição do pensar, é a adaptação dos homens ao não pensar". FREIRE, Paulo. Conscientização; teoria e prática da libertação; uma introdução ao pensamento de Paulo Freire. São Paulo: Cortez e Moraes, 1979. (p. 116)

"A aprendizagem é a nossa própria vida, desde a juventude até a velhice, de fato, quase até a morte, ninguém passa dez horas sem nada aprender". (Paracelso)

"O professor medíocre diz; o bom professor explica; o professor superior demonstra; o grande professor inspira". (William Ward)

"A natureza quer que as crianças sejam crianças antes de serem homens. Se queremos perturbar essa ordem, produziremos frutos precoces, sem maturidade nem sabor e que não tardarão apodrecer; teremos jovens doutores e velhas crianças". Texto de Rousseau, de sua obra Emílio

"Se queres entender o presente, conheça o passado" (Confúcio)

O filme trata de um assunto muito delicado e importante, a dislexia. Nele é retrato a história de um menino indiano, Ishaan Awasthi, ele tem entre 8 e 9 anos de idade e já havia repetido o ano duas vezes. Ishaan tem muita dificuldade na escola, pois não consegue acompanhar seus colegas de classe nos estudos, com isto ele é taxado de burro, preguiçoso, indisciplinado, etc. Até seu pai o julga desta maneira. Certa vez seus pais foram chamados para uma reunião na escola onde seus professores fizeram absurdos comentários sobre ele e sérias reclamações. Assim seu pai decide manda-lo para um internato. Ishaan ficou muito triste com a decisão do pai. No internato sofre mais ainda com os pré-julgamentos de seus professores e colegas a seu respeito. Longe da família, ele se isola ainda mais perdendo totalmente a vontade de aprender e viver, refugiando-se num mundo de muita tristeza, dor e de falta de vontade de viver, mas sua sorte começa a mudar quando um novo professor de artes chega para substituir outro. Não demorou, para que ele (o professor) percebesse o que estava acontecendo com Ishaan, pois também sofreu com o mesmo problema. Prontamente se dedicou a ajudá-lo, e pouco a pouco Ishaan foi aprendendo e recuperando sua alegria e vontade de viver.
          O filme emociona, e   retrata o preconceito e marginalização de uma sociedade que exige beleza e perfeição intelectual em cima de quem não se enquadra nesse perfil. Faz-nos refletir sobre nossos atos para que não deixemos que nosso preconceito apague a estrela de uma criança especial.

é um momento mágico em que cinema e educação dialogam de forma poderosa e magistral.
A história se passa numa escola indiana, mas bem que poderia ser em qualquer parte do mundo e principalmente no Brasil.
Um menino diferente, portador de dislexia, que o impede de aprender no ritmo de seus colegas, mas com uma imaginação prodigiosa, principalmente para as artes, que por ser diferente é rotulado - primeiro pela família, depois pelos colegas, professores e toda a escola - como um aluno-problema. E como acontece, além da ficção, no mundo real, a escola, a família e a sociedade não estão preparadas ainda para lidar com as diferenças dentro de um processo igualitário, tampouco com a inclusão de forma efetiva, além da integração física. Inclusão requer, além de integração física em sala de aula, atendimento especializado em turno inverso, suporte e capacitação continuada ao professor do ensino regular, etc.
Sempre me pergunto, quando vejo filmes assim, ou ouço notícias sobre alunos, tidos inicialmente como problemáticos, sem a devida investigação da família e da escola, e já rotulados de alunos-problema:
- Quem desistiu de quem primeiro?
- O aluno de estudar?
- Os pais dos filhos, delegando à escola seu papel social de primeiro educador de uma criança?
- A escola, que muitas vezes simplesmente passa o dito problema adiante, a outra escola, sem assmir seu papel transformador, e assim sucessivamente, até que, enfim, é resolvido o problema, quando o aluno desisti de ambos: escola, família, educação, sociedade?
O filme, logicamente é uma metáfora da vida e da educação e existem, como nele retratado, ações e saudáveis intervenções, como do professor arte-educador, que é egresso de escola de educação especial e que sabe interagir com o alunado, usando arte, música, dança e outros recursos que fazem parte do imaginário infanto-juvenil.
Conhecer o mundo do aluno, para a partir disso, planejar ações efetivas de inclusão, não do aluno no mundo do professor, mas justamente o inverso, é um dos melhores caminhos a seguir...
Afinal, as aparências, muitas vezes enganam.

COMO ESTRELAS NA TERRA: TODA CRIANÇA É ESPECIAL (DOWNLOAD DO FILME AQUI)

TAARE ZAMEEN PAR: EVERY CHILD IS SPECIAL 

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